sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Optimize-se fecha seu ciclo



Pessoal, é com pesar que informo que o Optimize-se está fechando seu ciclo. Isso mesmo, estaremos encerrando nossas atividades. Foram dois anos de atividade em que procuramos trazer um pouco do que a cultura da Fisioterapia tem a dizer sobre a área da saúde, do movimento e do esporte, sempre com um toque pessoal. Mas infelizmente terei de interromper os artigos. Estou com meu site profissional em desenvolvimento (www.optimafisioterapia.com.br), na verdade em reforma, e as atenções, de agora em diante, terão de estar voltadas a ele. Nem sempre é fácil fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e todas saírem benfeitas.

Por outro lado, lá haverá um espaço para artigos (que já possui aproximadamente 17) que vocês poderão continuar acompanhando. O foco, porém, é outro. Lá o objetivo será a definição e o entendimento de lesões músculo-esqueléticas, pelo menos a princípio. O tema não é tão aberto como era aqui no Optimize-se. Alguns dos artigos do Optimize-se estarão por lá (infelizmente não consegui escrever um texto melhor do que aquele que estava aqui, mas são poucos os casos). O espaço para comentários continuará aberto por lá.

Acredito eu que a principal característica do Optimize-se foi a importância dada àquilo que estava sendo comunicado. Muitas vezes vemos coisas escritas sem preocupação, com erros em relação à informação transmitida. A preocupação em “não falar besteira” ou melhor, em falar “a coisa certa” esteve presente em, absolutamente, todos os artigos escritos por aqui. Isso é algo do qual me orgulho.

Meus agradecimentos sinceros a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, fosse lendo ou comentando, participaram e apreciaram o Optimize-se. Foi uma empreitada pessoal que nunca tinha feito (jamais escrevera um blog), mas que paralelamente ao prazer de escrever e ver que existem pessoas que apreciam o que foi escrito, trouxe um grande crescimento. Quando escrevemos nos tornamos melhores leitores (temos que pesquisar), melhores escritores, compreendemos melhor os assuntos estudados, comunicamos melhor aquilo que aprendemos, enfim, é algo que vale a pena.

Que fechem-se as cortinas...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Análise do gesto Esportivo da Corrida - Parte 4




Agora vamos ver algumas alterações numa diferente perspectiva de visão. Estaremos vendo o gesto esportivo por trás.

fig.13

Na figura 13 podemos observar duas alterações importantes. Uma delas é a rotação externa do joelho, que podemos observar pela linha traçada no pé. De fato, para que possamos ter certeza que a rotação ocorre no joelho um exame clínico prévio é importante para que se possa descartar alterações da estrutura óssea, como a torção tibial e a torção submaleolar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Análise do Gesto Esportivo da Corrida - Parte 3


O ponto de vista agora mudou, estamos observando a atleta pelo seu lado esquerdo. De fato, a velocidade da corrida agora mudou para uma passada mais rápida
.
fig.8

Na figura 8 observamos o cotovelo e a altura da mão. O cotovelo está muito dobrado, muito fechado. Cerca de 90 graus de flexão é o ideal. Além disso, sua mão sobe acima da linha dos ombros, o que é desnecessário.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Análise do Gesto Esportivo da Corrida - Parte 2


Continuamos a análise:

fig.5

Na figura 5 observamos alguns aspectos referentes ao pescoço e à cabeça. O primeiro aspecto é o olhar, que se dirige para cima (a atleta olha para cima da linha do horizonte). O ideal é um olhar levemente abaixo da linha do horizonte. Como consequência (ou causa) desse olhar para cima, se observa também uma excessiva extensão do pescoço. Essa excessiva extensão coloca um atrito aumentado na região posterior das vértebras cervicais, o que futuramente pode promover um desgaste, levado à artrose. Além disso, a extensão excessiva pode indicar uma menor atividade da musculatura profunda anterior do pescoço, o que aumenta sua instabilidade, favorecendo outros tipos de lesão (hérnias de disco, por exemplo) ou desequilíbrios musculares (como aumento da tensão da musculatura posterior do pescoço) que podem levar a condições como cefaléias (dores de cabeça) devido ao aumento da tensão muscular ou restrição de movimento das vértebras.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Análise do Gesto Esportivo da Corrida - Parte 1


A análise (e correção) do gesto esportivo é um importante aspecto da fisioterapia desportiva. O gesto esportivo é resultado não somente das experiências motoras prévias e do treinamento específico, mas também de alterações estruturais, neurais, musculares e miofasciais do indivíduo. Um fisioterapeuta que queira trabalhar com a correção das alterações de movimento deve ter um profundo conhecimento de todas essas áreas e saber trabalhar terapeuticamente em cada uma delas, além de saber integrá-las para, em última instância, corrigir adequadamente o movimento. O conhecimento do gesto esportivo também é outro aspecto fundamental.

domingo, 4 de novembro de 2012

Alterações anatômicas do antepé e do retropé – valgo ou varo

fig.A: visão posterior de um pé esquerdo,
 com antepé (linha vermelha)
 e retropé (linha amarela) em alinhamento

Conceitos básicos
O antepé inclui os ossos metatarsos e as falanges dos dedos. É a região “da frente” do pé.

O retropé é a região “de trás” do pé, e é composto pelos ossos do tálus e do calcâneo, sendo que inclui a articulação subtalar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Entenda mais sobre as dores: Dor Radicular e Dor Referida




Esse é um tema que certamente é mais técnico, que tende a ser de mais interesse para as pessoas da área da saúde do que para os não-profissionais da área. Procurarei ser direto em relação ao significado e importância desses dois termos: dor radicular e dor referida. Vamos lá.


A maior parte das dores que sentimos se localiza no ponto ou na região da qual ela se origina. Porém, existem ocasiões em que o corpo não consegue identificar adequadamente a região de origem da dor, e dessa forma acaba-se por se sentir a dor num local distante ou diferente do local de origem. O termo que seu usa para definir essa dor sentida em um local diferente do local de sua origem é dor referida.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lesões musculares



Como o nome diz, lesões musculares se referem às lesões que ocorrem no músculo. A seguir, descreveremos as lesões de contusão, estiramento muscular, a dor muscular de início tardio e as câimbras.


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Prevenção de lesões no esporte: Dor Patelofemoral (Síndrome da Dor Patelofemoral ou Síndrome Fêmoro-Patelar)


Com o objetivo de determinar os fatores de risco para o desenvolvimento da dor anterior de joelho (dor patelofemoral) numa população de atletas, os pesquisadores avaliaram 282 estudantes de 17 a 21 anos, envolvidos com aulas de educação física (praticavam diversas modalidades esportivas). Essa avaliação consistiu de avaliação do alinhamento postural de membros inferiores, testes de frouxidão ligamentar, testes de performance motora (salto vertical e outros), características morfológicas, elasticidade e força muscular e outras. Após a avaliação, os estudantes foram acompanhados por um período de 2 anos, sendo que todos realizavam um programa de atividades físicas igual, que consistia de diversas modalidades esportivas.


Veja o artigo completo em Optima Fisioterapia.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 9 - Considerações Finais


Vamos a um pequeno resumo do que vimos:

Síndrome da banda íliotibial – rotação externa do quadril
Dor patelofemoral – pisada lateralizada*, adução de quadril na fase de apoio, maior impacto
Tendinite de Aquiles – pisada lateralizada e menor velocidade horizontal do centro de gravidade
Dores na perna – maior pronação na fase de apoio

sábado, 21 de julho de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 8 - Lesões na Perna


Este outro estudo prospectivo foi realizados com pessoas que iriam iniciar um programa de treinamento em corrida. Similarmente ao estudo realizado com militares (a parte 3 desta série, sobre pisada e Dor patelofemoral) foi feita a avaliação da pisada dos atletas antes do início do treinamento, através de uma placa de pressão. O objetivo era identificar os fatores predisponentes a lesões de overuse na perna.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 7 - Dores na Perna


Neste outro estudo prospectivo, o objetivo foi de encontrar relações entre alterações de movimento durante a corrida (usando tênis) e o desenvolvimento de dores nas pernas (relacionadas ao exercício, que incluiriam síndrome do stress tibial, fraturas de stress, dores na canela e síndromes compartimentais). Foram avaliados 400 estudantes de educação física antes do início de seu programa de práticas esportivas. A avaliação envolveu 3 principais aspectos: avaliação cinemática (câmeras e vídeos com marcadores em pontos do corpo para verificar ângulos, posições e velocidades articulares), avaliação usando-se uma placa de pressão (a pessoa pisa em cima e as forças geradas na placa são avaliadas nos microcomputadores) e uma avaliação do alinhamento postural. A comparação de dados foi feita entre aqueles que desenvolveram dores na perna e aqueles que não desenvolveram qualquer tipo de lesão.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 6 - Tendinopatia (tendinite) de Aquiles


Em mais um estudo prospectivo realizado com o objetivo de se identificar fatores de risco, foi observada a relação entre a pisada durante a corrida (avaliada usando-se uma placa de força) e o surgimento de tendinopatia (tendinite) de Aquiles, num grupo de praticantes de corrida iniciantes.




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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como fazer o rolo lombar?


Uma forma interessante de mantermos a curvatura de nossa coluna lombar ao sentarmos é utilizarmos o rolo lombar. Embora ele possa ser comprado em lojas especializadas, eventualmente até por preços econômicos, mas por vezes a preços mais altos, uma idéia é a de “improvisarmos” um rolo lombar quando não quisermos gastar, ou necessitarmos dele imediatamente.

Pois bem, pegue uma toalha grande e a dobre uma ou duas vezes no eixo mais longo (fig.1).
fig.1

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 5 - Dor patelofemoral (3)



Em mais um estudo prospectivo que relaciona o movimento ao surgimento da dor patelofemoral, foram estudados 102 corredores iniciantes  (desses 89 eram mulheres), que tiveram a pressão que seus pés aplicam ao solo durante a corrida mensurada.





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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 4 - Dor Patelofemoral (2)


Um estudo publicado pelo American Journal of Sports Medicine, em 2006, realizado por uma equipe de pesquisadores canadenses, procurou correlacionar o gesto da corrida de corredores amadores e o surgimento da dor patelofemoral. Isso foi feito de forma prospectiva, ou seja, eles avaliaram os atletas quando estes não apresentavam sintomas, os acompanharam ao longo de um tempo, e depois compararam os dados iniciais daqueles que se machucaram com aqueles que não sofreram lesão.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 3 - Dor Patelofemoral


Em mais um estudo prospectivo, desta vez realizado com cadetes militares, procurou-se analisar a relação entre a forma de se pisar durante a caminhada e o surgimento de dor patelofemoral. Participaram desse estudo 84 cadetes (65 homens e 19 mulheres), que após terem feito a análise da pisada, foram submetidos ao treinamento militar com duração de 6 semanas, sendo acompanhados durante esse período.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Alterações de Movimento e Lesões - Parte 2 - Síndrome da Banda Íliotibial



Este estudo prospectivo acompanhou 400 mulheres praticantes de corrida por um período de 2 anos. Todas elas foram avaliadas antes do início, na movimentação de membros inferiores. Aquelas que desenvolveram a síndrome da banda íliotibial foram, então, comparadas com mulheres que não desenvolveram nenhuma lesão.

E o que foi encontrado?


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Alterações de Movimento e Lesões - Parte 1 - Introdução



Diversos fatores estão envolvidos com o desenvolvimento de lesões em atletas e esportistas. Existem fatores externos (extrínsecos) ao indivíduo, tais como a temperatura do local onde o esporte é praticado, o local, o tipo de calçado usado, o solo, as características da modalidade, enfim.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Os dois tipos de Fisioterapia


No âmbito da fisioterapia músculo-esquelética uma questão existente diz respeito aos tratamentos “receita de bolo”, nos quais uma conduta (ou série de condutas) é aplicada indiscriminadamente em uma determinada lesão ou dor, e aos tratamentos mais sofisticados, onde o fisioterapeuta deve realizar uma avaliação minuciosa para estabelecer seus objetivos e condutas.

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